Coluna Filosofia de Bem Viver
Leia aqui a coluna do mês de abril de 2007. Para saber
a continuação, viaje Gol!
Três em Um
Forças arquetípicas estão
dentro de cada um de nós. Conscientize-se delas e traga
o poder para sua vida
As figuras mitológicas de todas as crenças
não são necessariamente símbolos religiosos.
Cada deus ou deusa carrega dentro de si energias arquetípicas
-- imagens psíquicas do inconsciente coletivo, patrimônio
comum a toda a humanidade. Assim, todos os arquétipos
existem como potencial em cada um de nós e ficam estagnados
até que sejam desencadeados por uma situação
no ambiente ou no nosso insconsciente.
Também podemos acessar essas forças primordiais
conscientemente: por meio da intenção. Durante
nossos próximos vôos, analisaremos vários
arquétipos do hinduísmo - cuja essência
se repete em todas as religiões, ainda que sob nomes
e histórias próprias.
A ativação de um arquétipo liberta estados
de energia, informação e percepção
que reestruturam os acontecimentos. Todas essas forças
são movidas pelo infinito poder de organização
do universo - que opera fora das leis de tempo, espaço
e casualidade. Esse poder é o maestro da orquestra
que rege a sincronicidade - as famosas coincidências
que de acidentais não têm nada, pois são
criadas por nós mesmos.
De acordo com os Vedas, as escrituras mais antigas do mundo,
o universo é formado por uma tríade superpoderosa:
Brahma, Vishnu e Shiva.
Brahma é a divindade que cria tudo que existe. Vishnu
preserva o que foi criado. E Shiva destrói - pois o
mundo está em permanente mutação e a
destruição do que não serve mais é
que abre espaço para novos caminhos.
Essa tríade é infalível e nada, absolutamente
nada, poderia existir sem a união das três forças.
Mais: Brahma, Vishnu e Shiva são apenas UM -- vestindo
fantasias diversas na execução de cada papel.
O conceito é o mesmo do cristianismo: um só
Deus se faz Pai, Filho e Espírito Santo, uma tríade
perfeita.
Brahma, Vishnu e Shiva são divindades masculinas, que
detêm características de poder, força
e coragem. Levando em consideração o princípio
dos opostos, também descrito nos Vedas (de que para
haver luz é necessário ter sombra, para haver
o bem é necessário que haja o mal e assim por
diante), percebemos que a dualidade faz parte de nossa existência
e que a somatória dos opostos é que gera o equilíbrio.
Assim, cada divindade masculina vem acompanhada de uma feminina
para se harmonizar. Brahma, o criador, tem como consorte Saraswati,
a deusa do conhecimento. Vishnu, o preservador, tem como consorte
Lakshmi, a deusa da abundância, beleza e prosperidade.
E Shiva, o destruidor, tem como consorte Parvati, a deusa
mãe.
P.S. No nosso próximo vôo, conheça
Brahma e conscientize-se de que ele habita dentro de você!
Fundadora do CIYMAM, Centro Integrado de Yoga,
Meditação e Ayurveda, em São Paulo, e
discípula do médico indiano Deepak Chopra, Márcia
De Luca dá consultoria, cursos e palestras em empresas.
Para se comunicar, acesse: www.ciyma.com.br.

Filosofia do Bem Viver | Colunas
Anteriores